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Oportunidades de Emprego

 

Sob o signo da diferenciação - O que pode a Administração Pública fazer com o Plano Tecnológico?

 
 

3º Congresso Nacional da Administração Pública, Centro de Congressos de Lisboa - 3 e 4 de Novembro de 2005
João Paulo Carvalho

Resumo:

Há uma tendência pesada, na Administração Pública, para a diferenciação. Isto é, para os serviços e as pessoas que a integram não serem, todos eles, considerados como um único agregado, independentemente dos seus méritos, competências e resultados. Vão nesse sentido, por exemplo, as novas normas de avaliação de desempenho ou o fim anunciado das progressões automáticas de escalão.

É uma tendência de longo prazo, que atravessa governos de diferentes cores políticas, que atravessa conjunturas económicas e que atravessa fronteiras. Mas acerca da qual ainda existe, entre nós, pouca consciência.

Um reflexo desta reduzida consciência é o facto de não se sentir, entre as instituições públicas, um grande entusiasmo com o Plano Tecnológico, que constitui uma das apostas mais fortes do actual governo e representa, para muitos de nós, a última esperança de definição de um modelo de desenvolvimento coerente para Portugal.

A presente comunicação procura abordar as razões deste menor entusiasmo e propor iniciativas que invertam a situação, tendo em conta que a consideração da Administração Pública como uma amálgama indiferenciada, por parte de muita da opinião pública e da comunicação social, não beneficia a sua imagem. Há, claramente, que saber distinguir e demonstrar os melhores resultados, obtidos com racionalidade de meios. E generalizar, o mais rápido possível, os bons exemplos.

O plano tecnológico é visto como uma preocupação de “outros”. Para isso contribui o facto de, durante muitos anos, a responsabilidade das decisões tecnológicas ter estado concentrada. Agrava essa situação o facto de, em muitos casos, as iniciativas locais terem sido esmagadas em nome da uniformidade, muitas vezes cinzenta, e de essa situação ter permanecido, mesmo quando deixou de existir justificação tecnológica para a unicidade. Isto é, quando as tecnologias e as normas de integração passaram a garantir a coerência e a uniformidade da informação, embora proveniente de origens distintas.

Isolando estes e outros motivos da reduzida adesão ao Choque Tecnológico, a comunicação propõe medidas e projectos viáveis, na área das tecnologias da informação, que mostram como inovar e como racionalizar.

Finalmente, demonstra-se como o envolvimento de um organismo no Plano Tecnológico, longe de exigir mais dinheiro ao erário público, permite economizar recursos humanos e financeiros. Só aparentemente tal facto é paradoxal. Com efeito, hoje em dia as soluções mais inovadoras são, para além de mais capazes, muito mais baratas. As poupanças potenciais em licenciamentos, em manutenção e em recursos são consideráveis. É verdade, no entanto, que só quem sabe consegue poupar. Quem tem medo da tecnologia transforma-se em presa fácil. Mas é possível demonstrar que as Tecnologias da Informação são um sector em que o Estado Português, ao apoiar a inovação tecnológica nacional, vai poupar dinheiro.

 

 
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